Festa desproporcional: Botafogo e Flamengo lotam Arena Amazônia
Em clássico carioca no Amazonas, torcidas promovem espetáculo em noite de vitória alvinegra por 2 a 1 e grito mais alto da minoria absoluta no estádio
A
estimativa, segundo a segurança da Arena, é de que a parte do clube de
General Severiano totalizava, aproximadamente, dois mil torcedores. Os
outros
40 mil estavam a favor do Flamengo. Não que a desproporção tenha sido
problema.
Num revezamento bem orquestrado, as duas torcidas tiveram seus momentos
no
estádio amazonense e souberam, cada uma da sua forma, fazer da Arena um
autêntico
Maracanã.
Por quase todo o primeiro tempo os botafoguenses ficaram tímida.
“Espremidos” em um único setor da arquibancada, demoraram a
superar o grito que vinha de todos os outros setores. Mas não há gol
que não cale um rival, muito menos uma vantagem que não seja comemorada. Aos 33
minutos, Rogério abriu o placar e, mais que isso, deu uma espécie de “permissão”
para que os alvinegros invadissem a festa. A pequena e barulhenta torcida do Botafogo ecoou pelo estádio.
- Não é porque somos poucos, que não sabemos fazer. É
Botafogo, e hoje dois mil calaram 40 mil – provocou o aposentado Jorge Sá, um
dos eufóricos na saída do estádio após a vitória.
Programa de pai e filho
É bem verdade que, logo após a primeira manifestação
alvinegra, os flamenguistas não cederam espaço e voltaram a incentivar a equipe.
No intervalo, à exceção de um o outro caso isolado, as torcidas não causaram problemas
para a segurança do estádio. O clima de festa dominava os corredores da Arena
e, com bom humor, os adversários se provocavam.
Ao contrário do previsto, o clássico carioca tinha mesmo era cara de
programa de família. Pais e filhos eram os principais personagens da noite.
- O clima por aqui foi muito tranquilo. Estou feliz de poder
compartilhar esse momento com o minha família com tranquilidade, podendo
mostrar o lado bom do futebol. Acho que o sonho de todo pai é levar o filho ao
estádio, apresentar a beleza de um jogo e incentivar a paixão por um time -
comentou Francinelson Castro, que levou o filho e o sobrinho para um estádio
pela primeira vez.
Grito alvinegro
O mais interessante de observar ao desenrolar da partida foi
o crescimento do Botafogo - dentro e fora de campo. O revezamento de incentivos
começou a ficar claro no segundo tempo. Contra um time insistente e ameaçador,
aos poucos, a voz rubro-negra foi desaparecendo. Aos 21 minutos do segundo
tempo, Wallyson ampliou o placar e quem assumiu o coro, com maestria, foram os
alvinegros apaixonados. Pequena e nada modesta, a torcida usou
balões, bandeiras, escudos do clube e faixas, em bonita festa. Oito minutos depois, aos 29
minutos, Eduardo da Silva diminuiu para o Flamengo, mas era tarde
demais para uma reviravolta.
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