A pedido de Mano, Ralf aceita faixa de capitão que lhe é incômoda
“A gente sabe que a faixa não é o mais importante. Nunca gostei de ser capitão, acho que meu negócio é mais aconselhar do que ficar falando muito”, afirmou o volante, em entrevista àGazeta Esportiva . “Vou assumir essa responsabilidade da melhor maneira, mas sabendo que ela não é só minha, é de todos.”
Fernando Dantas/Gazeta Press
Para ter vida longa no posto, o cabeça de área terá de superar uma maldição que acompanha a faixa desde a aposentadoria de William, ao final de 2010. Alessandro ficou marcado no clube por levantar taças históricas depois disso, mas não era o dono permanente da braçadeira.
Quando William parou, Ronaldo – outro que dizia não gostar de ser capitão – passou a usar o acessório. Um mês depois, derrotado pelo Tolima, estava aposentado. Chicão o sucedeu e, recusando-se a ficar no banco em um jogo do Campeonato Brasileiro, perdeu a posição até o final da temporada e também a função de líder.
Foi aí que Tite resolveu promover o rodízio, que teve Alessandro e Danilo como os capitães nas partidas que valiam título. Com a volta de Mano ao clube do Parque São Jorge, voltou o posto de capitão permanente, assumido de maneira bem breve por Paulo André.
Agora, chegou a vez de Ralf, que fez a sua estreia na nova função no clássico do último domingo, contra o Palmeiras, e disse ter compreendido por que foi o escolhido pelo chefe. “Foi por eu estar aqui há bastante tempo e por ser um jogador de vontade, de que a torcida gosta. Vou fazer o meu melhor.”
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