Aceito pela torcida, Pato acha graça de canto sobre Corinthians
Djalma Vassão/Gazeta Press
Em 6 de fevereiro, dia em que foi revelada a negociação entre os rivais, com o meia Jadson indo para o Corinthians, a principal organizada são-paulina se mostrou contrária à troca. "Pato é o c..." e "Diretoria, vai se ferrar! Trazer o Pato é dar dinheiro ao gambá" foram os cantos entoados pelos torcedores no decorrer do confronto com o Paulista. Na ocasião, eles reataram com Luis Fabiano e voltaram a gritar o nome do centroavante, com a intenção de reforçar que Pato não seria bem-vindo.
Pouco mais de dois meses depois, período em que o ex-corintiano mostrou dedicação nos treinamentos e só recebeu elogios da comissão técnica de Muricy Ramalho, a recepção foi completamente oposta da que se previa, porém. "Tento me esforçar ao máximo, correr, para que eles possam ter outra opinião. Tudo aquilo mudou, tudo aquilo pode ser mudado. Só depende de mim dentro de campo", opinou o camisa 11, evidentemente feliz com o apoio recebido dos 28.742 pagantes de quarta-feira (público recorde do estádio na temporada) e o grito da torcida.
A música de provocação ao Corinthians, a propósito, foi exatamente a mesma usada em 2002, quando o meia Ricardinho, atualmente treinador, trocou o Parque São Jorge pelo Morumbi. Pato, entretanto, espera que sua história no São Paulo seja diferente da que Ricardinho construiu em dois anos, ao se transferir para o Middlesbrough, da Inglaterra, depois de não convencer em campo.
"Vou me dedicar cada vez mais para levar esse sorriso a todo torcedor são-paulino", prometeu o atacante, cujo empréstimo acertado com o Corinthians se encerra em dezembro de 2015.
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