Termina de forma trágica a Era da Espanha em pleno Maracanã

Fernando Dantas/Gazeta Press
Fernando Dantas/Gazeta Press
Os deuses da bola puniram a primeira grande seleção na Copa 2014. O Chile venceu a Espanha e mandou os atuais campeões do mundo mais cedo para casa, em partida válida pelo Grupo B. Xabi Alonso, Iniesta e o goleiro Casillas deixaram o Maracanã humilhados, de cabeça baixa, principalmente Diego Costa, que recusou a vestir a camisa do Brasil, optando pela espanhola. Assim, termina de forma trágica a “Era da Fúria” e da magia do time armado por Vicente Del Bosque.
O futebol não será o mesmo daqui para frente. Mesmo porque o Barcelona de Neymar de Messi cai de produção a olhos vistos e o Real Madrid, nos últimos tempos, vive das boas atuações de Cristiano Ronaldo, ídolo português. A dita revolução do futebol virou um pesadelo sem fim. Alguns conceitos terão de ser revistos, repensados. E fica uma lição: não existe um esquema taticamente perfeito. De tempos em tempos, uma reciclagem é oportuna e necessária.
Já o Chile não é de agora que vem mostrando uma excelente evolução. Nada fora do comum. Jorge Sanpaoli, ex-jogador da seleção Argentina, armou a equipe em um 5-3-2 e matou o toque de bola, tão característico e encantador do adversário. As deficiências tradicionais (baixa estatura da equipe, por exemplo) foram superadas pelo esforço e dedicação, além da precisão no arremate final.
Como diria o treinador do São Paulo, Muricy Ramalho, “a bola pune”.
E tenho dito!

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