Pacotão da Ilha: histórico alvinegro no estádio tem gol de placa, mico, dança...
Após 10 anos, Bota volta ao local onde foi sua casa em 2005, com direito à pintura de Reinaldo, defesaça de Jefferson, Marcelinho "Michael Jackson", arquibancada cheia...
Enfim, chegou a hora! Neste sábado, às 16h (de Brasília), o Botafogo vai estrear na Arena Botafogo e voltar ao Luso-Brasileiro depois de 10 anos. No estádio, localizado na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro, o Alvinegro já disputou 34 partidas oficiais desde 1966: foram 23 vitórias, seis empates e cinco derrotas, com 61 gols marcados e 27 sofridos. E fez do palco o seu lar no Campeonato Brasileiro de 2005 - o Maracanã estava fechado para os Jogos Pan-Americanos de 2007, e o Estádio Nilton Santos, o Engenhão, ainda não estava construído. Se a reforma atual na casa da Portuguesa-RJ foi bancada pelo clube de General Severiano, com cerca de R$ 5 milhões, na época o local foi revitalizado em parceria com o Flamengo, justamente o adversário deste reencontro. Naquele ano, o time que começou dirigido por PC Gusmão e terminou sob o comando de Celso Roth ficou em nono lugar no nacional. O GloboEsporte.com revirou seus arquivos e separou os melhores momentos daquela campanha:
01
O GO-LA-ÇO
O Botafogo já fez belos gols no estádio, teve até um de voleio de Caio Ribeiro. Mas o mais bonito foi de Reinaldo. O ex-atacante assinou uma pintura na vitória por 2 a 0 sobre o Paysandu. Não vale nem a descrição para não estragar a surpresa.
02
A DEFESAÇA
Foi de Jefferson. Ele mesmo. O ídolo alvinegro já estava no Botafogo em 2005, só que ainda no início da carreira, então com 22 anos. E o goleiro já fazia das suas para salvar o Alvinegro naquela época: foi dele uma bela defesa na vitória por 2 a 0 sobre o Atlético-PR.
03
O MICO
Rapaz, e não é que o mico do estádio também foi com o mesmo placar? Minutos antes da vitória por 2 a 0 sobre o Fortaleza, os jogadores entraram em campo e posaram para a foto oficial. Mas espera aí: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10... Ficou faltando um, esqueceram de Lopes, o goleiro.
04
O SARRAFO
O sarrafo já foi com placar diferente, foi na vitória por 3 a 1 sobre o Corinthians. Nesse jogo, o zagueiro Betão acertou um chute no rosto do ex-volante Túlio. Pênalti claro marcado pelo juiz.
05
O ERRO DE ARBITRAGEM
Se o pênalti em Túlio o juiz marcou, um outro claríssimo, de Cléber Goiano em cima do ex-meia Ramon, foi completamente ignorado pelo árbitro Rodrigo Martins Cintra durante a vitória sobre o Goiás. Também por 3 a 1.
06
A COMEMORAÇÃO
Voltando a falar de gols, a comemoração mais criativa foi de Marcelinho. O atacante marcou o primeiro da vitória por 3 a 0 sobre o Friburguense, no Carioca de 2006, e festejou ao estilo "moonwalk", famosa dança de Michael Jackson. Uma curiosidade é que o jogador está na ativa até hoje e defende o América-RJ.
07
O INUSITADO
Voltando para a vitória por 3 a 1 sobre o Goiás, Zé Roberto foi o autor do último gol do jogo, mas quem roubou a cena na comemoração foi Almir. O garoto, na época com 23 anos, estava na reserva e invadiu o campo para vibrar com os companheiros. Foi advertido e saiu na bronca.
08
O ARTILHEIRO
Falar em gols do Botafogo nessa época é falar em Alex Alves. Quem lembra do atacante que ganhou fama como o artilheiro das bolas paradas? O ex-jogador estufou muito as redes adversárias de pênaltis e faltas e virou o maior artilheiro do Alvinegro no estádio com 10 gols.
09
O PÚBLICO
Dos 15 mil ingressos à venda para a estreia do Botafogo na arena, só restam 3.800. A diretoria alvinegra vive a expectativa de a torcida comprar a ideia do estádio, o que aconteceu há 10 anos. Na época, o público foi destaque nas arquibancadas e cadeiras sociais e empurrou o time.
10
O PROTESTO
A torcida foi uma arma do Botafogo em 2005, mas também protestou quando achou necessário. E o principal alvo foi Celso Roth. Na última partida daquela Brasileirão, o Alvinegro venceu o Fortaleza por 2 a 0, e mesmo assim o então treinador viu os alvinegros pedirem sua demissão. O que de fato aconteceu após oito vitórias, cinco empates e sete derrotas com o comandante.
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