Brasil é de ouro e 7 a 1 é a vovozinha…

Agora não é à toa ser a camisa do Brasil amarela. Depois de empatar em 1 a 1 no tempo normal, 0 a 0 na prorrogação, a seleção olímpica levou a medalha de ouro ao vencer a decantada Alemanha por 5 a 4 nos pênaltis. Uma conquista histórica. Pela primeira vez no Universo, a Canarinha conseguiu esse feito perseguido desde os tempos de Pelé. Malograram na tentativa Junior, Falcão, Sócrates, Zico, Romário, Ronaldo, Ronaldinho, Romário o goleiro Dida e uma gama de craques da bola nacional. A medalha de ouro era um tabu. E o responsável pela guinada “bíblica” foi o criticado, baladeiro, milionário, desprezado (até por mim) Neymar.
E cadê o 7 a 1? Neymar não estava nesse dia em campo no Mineirão. Eu sempre tive a convicção de que se estivesse, o Brasil teria sido hexa. Muitos colegas de imprensa fizeram daquela derrota uma bandeira de luta contra o próprio País. Dirigentes foram presos pelo FBI na Suíça; presidente da CBF tem medo de viajar para o Exterior; os técnicos Felipão, Carlos Alberto Parreira e Dunga (na sequência) descaracterizaram o futebol pentacampeão do planeta. Perdemos tudo, da Copa 2014 à nossa dignidade. Fizeram uma mistura de bola, política, cartolagem, crise econômica. Uma feijoada com tudo de ruim que aconteceu e vomitaram regras pelos quatro cantos da mídia.
Essa geração da medalha de ouro disputou a Olimpíada com os pecados do mundo sobre as costas. Tite largou o Corinthians e assumiu a seleção principal. Deixou o “abacaxi” para o desconhecido Rogério Micale. O “cretinos fundamentais” de plantão só metiam o pau. Era bronca na TV, nos sites, nas Rádios, nos jornais escritos. O importante era ridicularizar o Brasil, avacalhar a tática e enaltecer o estrangeiro, a Alemanha, a Espanha, a Holanda ou o raio que os parta.
Neymar e companhia bela calaram a boca de todos. “Agora, terão de me engolir”, disse o camisa 10, numa direta para o narrador e comentaristas de uma conhecida TV, que reclamaram e avacalharam com o jogador só porque ele não quis dar uma entrevista. A resposta veio no campo. Eu não aguentava mais essa bajulação exagerada ao futebol europeu ao qual, aliás, não devemos absolutamente nada.
Viva o Brasil, agora e para sempre um campeão de ouro.
E tenho!
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